04 janeiro, 2017

Quando utilizar um infográfico?

A primeira postagem deste ano 2017 é sobre um infográfico em espanhol que conhecemos por meio do blog  especializado de Alfredo Vela "TICs y Formación". Este infográfico está dedicado ao importante tema de quando utilizar um infográfico e quando não.

Como podem ver, a primeira parte deste infográfico é de tipo comparativo, que muda na segunda parte para mostrar um processo.

Cores adequadas e um bom uso do espaço e tamanho de cada elemento (texto, imagem, ícones, linhas, marcos) fazem que este infográfico seja percebido como de boa qualidade e que provavelmente foi feito por um profissional, mas aproveito para fazer a pergunta seguinte. 

Qualquer usuário, com um pouco de conhecimentos e de atenção para esses aspectos, não poderia construir um infográfico de boa qualidade como esse?

Observem que não é necessário ser um ilustrador ou artista profissional para reunir de forma coerente e coesa os elementos que formam o conjunto multimodal de um infográfico como esse. 

No âmbito escolar, sem dúvidas, a mediação do professor pode ser muito importante, para o qual uma metalinguagem adequada será necessária, mas com atenção para cada detalhe, os alunos produtores-designers podem perceber como os diversos modos e seus atributos podem ser articulados (orquestrados, segundo a semiótica social) para a produção de significados objetivando a representação, organização textual e estabelecimento de relações com o leitor através de uma produção de um gênero multimodal como este.

via Bizpills.es

27 dezembro, 2016

Infográficos como forma de divulgar pesquisas médicas

No editorial do primeiro número de 2017 da revista BJU International, especializada em urologia, seu editor-chefe, Prokar Dasgupta, anunciava o lançamento na revista de uma seção específica dedicada a infográficos para representar de forma mais visual as informações de alguns dos artigos mais citados e com maior número de downloads.

Nas palavras do editor: 
"The infographics lay out clear messages on important topics in a concise manner and have undeniable appeal to busy clinicians, who often have just a few valuable minutes to keep abreast with the latest highlights" 
Esta é mais uma evidência do crescente uso de infográficos para divulgação rápida dos resultados de pesquisas acadêmicas complexas ou para substituir de forma gráfica os resumos executivos (mais textuais) dos grandes relatórios de pesquisa. Essa tendência já foi mostrada em alguns posts anteriores deste mesmo blog.

Infográfico como resumo de artigo de Fernando, Fowler e O`Brien (2016) publicado na BJUI. [para ver ampliado clique aqui].

Como podem ver nesses exemplos, os infográficos com resumos das pesquisas são diferentes dos Graphical Abstracts ou resumos acadêmicos gráficos, muito comuns nas áreas de biologia e principalmente de química.

Referências

DASGUPTA, Prokar. Infographics. BJU Int, v. 119, n. 1, p. 1, January 2017  doi:10.1111/bju.13729
http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/bju.13729/full

FERNANDO, A.; FOWLER, S.; O’BRIEN T. Nephron-sparing surgery across a nation – outcomesfrom the British Association of Urological Surgeons 2012 national partialnephrectomy audit. BJU Int, v. 117, p. 874–82, 2016.

Seção de infográficos da BJU International. http://www.bjuinternational.com/infographics/

19 dezembro, 2016

Infografias sobre as festas natalinas

Chegou o Natal, umas festas que são comemoradas em diversos lugares do mundo, e que podem ser uma motivação a mais para aprender que as culturas podem ser diferentes em outros lugares, além de aprender o léxico relacionado com esse tema.

Na internet o professor de línguas pode encontrar numerosos infográficos sobre as festas natalinas.

Vejamos alguns poucos exemplos:

fonte: ProfeDeELE.es



Agora, em inglês, gostei muito deste infográfico com várias linhas de tempo sobre o história do Natal, que apareceu em uma coleção reunida pelo serviço de criação de infográficos Piktochart

Clique no link embaixo para ver completo e de forma ampliada no site original

fonte: Zinco Images 


  

03 novembro, 2016

"Teachers’ Dream Classroom Survey": exemplo de infographic para mostrar resultados de pesquisas


Este infográfico sobre um estudo recente intitulado "Teachers’ Dream Classroom Survey" realizado pela Edgenuity em 400 escolas de Estados Unidos (entre 6 a 12 anos escolares) é muito interessante por duas razões: pelos dados revelados no levantamento realizado, e também, por ser mais um exemplo de infográfico que mostra de forma rápida e visual os resultados de pesquisas complexas realizadas.

São muitas informações que podem ser analisadas pelos docentes e pesquisadores a partir destes dados. Por exemplo, sobre o tempo que gastam os docentes em tarefas administrativas e como a tecnologia poderia poupar tempo para dedicar mais atenção para os alunos com dificuldades, o desenvolvimento de lições mais criativas e aulas à medida e interesse dos estudantes. Outro dado é que, a pesar do acesso à tecnologia não ser mais uma limitante, ainda existe uma falta de integração dela para transformar de fato a educação.

fonte: http://elearninginfographics.com/edtech-teachers-dream-classroom-infographic/

Referências:
EDGENUITY. America’s Education Technology Gap: Teachers Believe Tech Enriches the Classroom – But Schools Struggle with Implementation. Edgenuity.com, May 9 2016. http://www.edgenuity.com/americas-education-technology-gap/

McNEIL,  Elisha. Teachers Like Technology in the Classroom, But Few Think It’s Well Integrated. Education Week, May 20, 2016. http://blogs.edweek.org/teachers/teaching_now/2016/05/technology_impacts_classroom_instruction.html

14 outubro, 2016

Multimodalidade no aeroporto

Estou feliz. Na semana anterior fui apresentar meu projeto de pesquisa no Seminário de Teses e Dissertações da UFMG e a proposta foi avaliada de forma favorável pelos professores Clarice Gualberto e Renato Caixeta. Eles também fizeram comentários que me deixaram com mais confiança no caminho que devo seguir. Oba! Oba! foi mais uma etapa cumprida!

A parte ruim foi que na volta tive que passar muitas horas no aeroporto de Belo Horizonte, mas já estava preparado para essa longa espera.  

Tinha colocado na mala dois excelentes livros sobre multimodalidade que comprei e chegaram pouco antes da minha viagem, e inspirado nessas leituras foi só olhar com um pouco de atenção ao meu redor para perceber como nos novos espaços e lojas do aeroporto recentemente ampliado, os passageiros e visitantes ficam imersos em um panorama multimodal chamativo e deslumbrante.

Em um olhar mais acurado, prestando atenção para os detalhes desses materiais informativos ou publicitários, podemos ver a relação entre os modos verbal e visual, e como funcionam os diversos recursos semióticos de cada modo, assim como a complementaridade intersemiótica que faz que o efeito do trabalho conjunto entre os diversos modos presentes seja maior que o efeito de cada modo individualmente.

Também podemos observar como alguns recursos de design e da composição vão se tornando cada vez mais naturais, como é o caso do efeito da escrita desenhada com giz em um fundo preto que imita uma lousa da escola ou mural de anotações, ou o uso de faixas de título que, apesar de estarem presentes há muito tempo em programas de edição de textos como o Word, agora são popularizados e naturalizados pela presença cada vez maior de infográficos e outras formas de visualização de informações.

Bom, aqui deixarei algumas imagens que fiz com não muito qualidade com a câmera de meu telefone celular, registrando algumas dessas construções multimodais que mais me chamaram a atenção, mas antes mostrarei os dois livros que tive o prazer de ler nesse momento e que recomendo para todos os que se interessam pelo tema da multimodalidade e multiletramentos na escola.


Altamente recomendados os dois livros! Gêneros discursivos e multimodalidade: desafios, reflexões e propostas no ensino de inglês (organizado por Barbara Hemais, Pontes editores, 2015) e Multiletramentos e multimodalidade: ações pedagógicas aplicadas à linguagem (organizado por Dorotea Kersch, Carla Coscarelli e Josiane Cani (Pontes editores, 2016).

Vamos agora para o aeroporto!

 

 

 



E aqui meu preferido, visível na porta do banheiro, pelo lado interno. 

Este último infográfico estimo que pode facilitar perfeitamente o ensino de inglês, se fosse utilizado em uma sequência adequada: primeiro os textos em inglês, depois fazer a relação com os pictogramas correspondentes e, por último, a visualização dos textos ordenados (português > inglês + pictogramas de cada um). Vocês não acham o mesmo?